quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Fernando de Noronha recebe Hang Loose Pro Contest 2011

São noventa e seis competidores inscritos de várias partes do mundo, reunidos para competir durante os seis dias nas tubulares ondas do arquipélago
A Praia de Cacimba do Padre, em Fernando de Noronha, sediará, entre os dias 15 e 20 de fevereiro, a 25ª edição do Hang Loose Pro Contest. São noventa e seis competidores inscritos de várias partes do mundo, reunidos para competir durante os seis dias nas tubulares ondas do arquipélago. Em sua 16ª edição em Pernambuco, o evento é promovido pela Association of Surfing Professionals (ASP) e tem patrocínio da Hang Loose, Secretaria de Turismo de Pernambuco e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur).
O Brasil traz 44 competidores. Em seguida, os Estados Unidos com 13 e Austrália com oito atletas, formando, assim, as delegações com maior número de atletas. Nesta segunda-feira (14/02), acontece a triagem entre 32 atletas que não garantiram vaga direto no evento principal e deste total, quatro surfistas serão classificados para o Hang Loose Pro Contest. Entre os dias 11 e 13, foi realizado o Hang Loose Nordestino. Nele, participaram atletas do surf brasileiro que não conseguiram se inscrever no Hang Loose Pro Contest 2011.
De acordo com a organização do evento, a expectativa é que o campeonato movimente mais de R$ 2 milhões na economia do Estado, com a vinda de atletas e de pessoas que acompanham o evento. O Hang Loose Pro Contest terá premiação de U$ 250 mil e o surfista mais bem colocado receberá U$ 40 mil.
A primeira edição do Hang Loose Pro Contest foi realizado em 1986, em Florianópolis (SC) e desde então passou diversas praias do país, como as pernambucanas Gaibu e Maracaípe. Em 2000, passou a ser realizado nas ondas de Fernando de Noronha.
O Hang Loose Pro Contest conta ainda com apoio da Administração do Arquipélago de Fernando de Noronha, com a parceria da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Projeto Tamar, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Área de Proteção Ambiental Fernando de Noronha.
Serviço:
Campeonato Hang Loose Pro Contest 2011
Local: Praia do Cacimba do Padre, Fernando de Noronha (PE)
Data: De 15 a 20 de fevereiro
Informações: (81) 3242 3856 – 3032 4890
Fonte: EcoViagem

sábado, 22 de janeiro de 2011

São Paulo terá ciclofaixa entre parques do Povo e Villa-Lobos

A cidade de São Paulo terá mais 20 quilômetros de Ciclofaixa de Lazer, projeto que funciona aos domingos das 7h às 14h. Neste domingo, a Prefeitura irá inaugurar o trecho que liga o Parque do Povo, no Itaim, ao Parque Villa-Lobos, somando 10 km de percurso em cada sentido.
O novo trecho parte do Parque do Povo, passando pela avenida Cidade Jardim, Ponte Cidade Jardim, avenidas dos Tajurás e Lineu de Paula Machado, passagem subterrânea Dr. Euryclides de Jesus Zerbini, Avenida Valdemar Ferreira, Praça Vicente Rodrigues, Avenida Afrânio Peixoto, Rua Alvarenga, Ponte Cidade Universitária, Avenida Prof. Manuel José Chaves, Praça Panamericana e Avenida Prof. Fonseca Rodrigues, chegando ao Parque Villa-Lobos.
A Ciclofaixa de Lazer existe desde agosto de 2009. O trecho original começa no Parque das Bicicletas e segue pelas avenidas Indianópolis e República do Líbano até o Parque do Ibirapuera. De lá, é possível acessar às avenidas Hélio Pellegrino, Brigadeiro Faria Lima, Juscelino Kubitschek e Henrique Chamma, chegando ao Parque do Povo.
Por conta da ciclofaixa, haverá diversas alterações no trânsito nas vias que fazem parte do trajeto, inclusive com a mudança de itinerários de ônibus que trafegam pela região. Mais informações podem ser obtidas no site www.ciclofaixa.com.br.
Fonte: Agência Estado

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Turismo de mergulho nas águas mornas da Bahia encanta brasileiros e estrangeiros

Cardumes passeiam em meio aos destroços misturados das embarcações Germânia e Bretagne


Que o fundo mar guarda inúmeros segredos todos já sabem, mas que o mar da Baía de Todos-os-Santos, especialmente em Salvador, representa um dos melhores pontos de mergulho do Brasil, poucos têm ideia. Uma diversidade de seres, objetos e até embarcações naufragadas estão à disposição dos mergulhadores – experientes ou iniciantes - que queiram fazer uma expedição no fundo do oceano.
A partir de 10 metros de profundidade, já é possível visualizar cardumes de peixes raros, corais, crustáceos. A transparência da água é garantida pela ausência de chuvas e correntes marinhas mais fortes e pela presença de luminosidade.
Em Salvador, não faltam pontos para a prática do mergulho que é recomendada se acompanhada por profissionais qualificados. Na capital baiana, duas empresas especializadas realizam passeios turísticos para atividades de snokel – mergulho em águas rasas - e também expedições mais complexas. As condições climáticas ajudam e a temperatura da água que geralmente fica entre 20ºC e 28ºC é convidativa para a prática.
Para aqueles que nunca mergulharam, é recomendável que a primeira experiência seja no Porto da Barra, considerada pelo jornal britânico "The Guardian" como uma das praias urbanas mais belas do mundo. A poucos metros da faixa de areia, é possível descer a uma profundidade de 12 metros, localizar os destroços do navio Maraldi, afundado em 1875 e visualizar cardumes de barrigudinhas, corais e outras espécies marinhas devidamente preservadas, apesar de a praia receber um grande número de banhistas, sobretudo nos fins de semana.
O balé e o colorido proporcionados pelos cardumes de peixes coloridos, como os budiões, encantam principalmente os que chegam ao fundo do oceano pela primeira vez. Caranguejos, lagostas e moluscos também participam do espetáculo e parecem não estranhar a presença dos forasteiros humanos em seu ambiente, assim como os recifes de corais que completam o visual paradisíaco habitado por mais de 250 espécies, entre eles o esquisito peixe-pedra. Aliás, o fundo do mar está repleto de coisas estranhas como estrelas que mais parecem com aracnídeos, moluscos de olhos gigantes e camarões raros.
Além da Barra, a Baía de Todos-os-Santos concentra mais de dez pontos ideais para a prática do mergulho que a cada ano vê crescer o número de adeptos, em especial os turistas. De acordo com o empresário e mergulhador Gian Harfush, a maioria dos turistas que vem a Salvador para uma aventura no fundo do mar é formada por estrangeiros. "Eles chegam a 60% do nosso número de clientes; em seguida vem os brasileiros do Sul e do Sudeste, que representam 30%", conta Harfush, cuja empresa realiza 20 saídas com turistas por mês.
Para mergulhar pela primeira vez, o turista assiste a uma espécie de aula com algumas instruções de como proceder durante a imersão, sobretudo técnicas de respiração e convivência com a pressão. A atividade é permitida para pessoas com idade entre oito e 70 anos e que gozem de bom estado de saúde.
Os custos variam de acordo com a experiência do mergulhador. Para uma pessoa credenciada e que possui equipamentos de segurança, o passeio fica R$ 150, já o batismo custa R$ 150 para um mergulho na praia em águas rasas, R$ 200 para o mergulho a partir do barco em águas com maior profundidade e direito a uma imersão e R$ 250 com direito a duas imersões, já incluído o aluguel do equipamento. Com mais R$ 50, o turista leva um CD com as fotos do passeio subaquático.
Além do mergulho, é possível contemplar do barco os principais cartões-postais de Salvador de um ângulo diferente como o Porto e Farol da Barra, o Corredor da Vitória, a Avenida Contorno e a Gamboa, o Forte de São Marcelo, Elevador Lacerda e Mercado Modelo.


Naufrágios

Maior embarcação afundada da costa brasileira, o cargueiro grego batizado de Cavo Artemidi é uma das maiores atrações dos mares baianos. Naufragado em 1980, após o choque com o Banco da Panela, o navio de 170 metros de comprimento transportava ferro e pode ser visualizado já a 10 metros da superfície. No verão, a visualização é melhor e o mergulhador pode ver claramente os compartimentos do Cavo Artemidi como a Casa das Máquinas, convés, o salão principal e a hélice. Mesmo depois de naufragado há 30 anos, o navio está bem conservado como um todo e reúne no seu interior e ao seu redor, uma infinidade de espécies marinhas.
Outro lugar tido como um dos mais interessantes para a prática do mergulho em Salvador é o Banco da Panela. Lá, numa só noite, cerca de 80 embarcações holandesas naufragaram no século 17. Situada perto do Porto da capital baiana, o banco tem uma profundidade de aproximadamente 15 metros e é considerado área de preservação da Marinha. Com isso, nada pode ser retirado de lá pelos mergulhadores.
Os mergulhos noturnos, por sua vez, também podem ser feitos na Baía de Todos-os-Santos, em especial o Blackadder, que está a cerca de 100 metros da Praia de Boa Viagem, e o Cap Frio, embarcação afundada próxima ao Farol da Barra. Em ambos os locais podem ser encontrados cardumes e também lagostas e outros crustáceos.


Marcelo Krause/Divulgação Dive Bahia

Outros pontos de mergulho

Bretagne e Germania – Navios cujos destroços estão misturados numa área próxima ao Farol da Barra a oito metros da superfície. Local interessante para mergulhos noturnos.
Ho Mei III – Naufrágio recente que foi apreendida pela Marinha do Brasil. Visibilidade de 15 metros. Lá é possível encontrar cardumes de espécies como dentões, sororocas, quatingas e ariacós.
Galeão Sacramento – Naufragado em 1668, está a 32 metros da superfície. Nos seus destroços já foram encontrados armas e canhões de bronze e objetos de porcelana chinesa que hoje estão em diversos museus da Bahia e do Rio de Janeiro.
Queen – Navio inglês naufragado no século XVII a dez milhas d costa. Com uma profundidade de 22 metros, é possível visualizar canhões da época.
Vapor de Jequitaia – Embarcação ainda está conservada e está entre quatro e oito metros da superfície. Os destroços estão localizados numa praia no bairro de Jequitaia, em Salvador.


Cursos de mergulho
Uma das principais preocupações dos instrutores das agências especializadas é a segurança dos mergulhadores, em especial a dos principiantes. "Os equipamentos, que são compostos de balões de oxigênio, manômetros, coletes, máscaras, reguladores de ar, macacões e nadadeiras, recebem a devida manutenção", conta Gian Harfush.
Os cursos, cujos valores são R$ 800 em média, contam com cinco módulos teóricos, revisões em vídeo para assistir em casa, prova teórica e avaliação prática. Cinco atividades são realizadas em águas confinadas [piscinas] e uma na piscina natural do Porto da Barra, onde os futuros mergulhadores já interagem com peixes e outros seres marinhos.
Além do curso básico para mergulhos de até 18 metros de profundidade, há também o avançado para 30 e 40 metros, e o de resgate que inclui atividades noturnas e locais com correnteza.
Empresas que fazem passeios de mergulho em Salvador:
Dive Bahia
Responsável: Gian Harfush
www.divebahia.com.br
Tel: (71) 3264-3820
Tel: (71) 9961-0589

Bahia Scuba
www.bahiascuba.com.br
Tel: (71) 3321-0156
Fonte: UOL Viagem

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Montanhas geladas da Suíça abrigam complexos de lazer e esportes

A temporada de inverno na Europa injeta doses extras de aventura nas visitas aos complexos de lazer dos Alpes suíços. A neve cobre completamente as cadeias de montanhas, atraindo esquiadores, snowboarders e também visitantes que só querem curtir o frio e o branco excessivo da paisagem. Dois desses centros de esporte e diversão para todas as idades são Jungfraujoch, no cantão de Berna, nas proximidades de Interlaken, e o Monte Titlis, no vilarejo de Engelberg, resort de esqui a apenas 35 km de Lucerna, na região central da Suíça. Para Jungfraujoch, o acesso é por trem, numa linha especialíssima, em túnel, que leva à estação mais alta da Europa. Para o cume do Monte Titlis, são três etapas de teleférico, um deles giratório.
Divulgação

A 178 km de Zurique, Interlaken é um dos principais destinos de aventura da Europa, cujo nome significa, literalmente, Entre Lagos: os gigantescos Thun e Brienz, circundados pela paisagem alpina de florestas de pinheiros, com a moldura, ao fundo, dos picos Eiger, Monch e Jungfrau. As linhas ferroviárias fazem da cidade o ponto de partida para visitar um Patrimônio Natural da Humanidade, título concedido pela Unesco, em 2001, ao conjunto de montanhas, vales e geleiras onde está situado o Junfraujoch – Top of Europe. Trata-se da estação de trem mais alta do continente europeu, a 3.454 m de altitude, que, para o orgulho dos suíços, foi inaugurada há quase 100 anos, em 1912.
Duas guerras mundiais depois, o trajeto se mantém o mesmo: os 12 km de subida íngreme desde Kleine Scheidegg, ponto de encontro de alpinistas e esquiadores, até o “topo da Europa” nos Alpes suíços. Dos 12 km da linha de trem, 10 km foram cavados na rocha. No túnel, os passageiros fazem duas paradas rápidas para, protegidos do frio por janelões, apreciar a vista do monte Eiger, do vale de Grindelwald e dos picos permanentemente brancos da cadeia montanhosa.
Lá em cima, no desembarque do trem, descortina-se em vários andares um complexo de entretenimento no gelo, com cinco restaurantes, lojas, pistas para esqui, snowboard e trenós puxados por cachorros, o Palácio do Gelo e um observatório com mirantes espetaculares, o Sphinx, situado a 3.571 m de altitude. A neve se forma mesmo nos meses de verão, de junho a setembro, quando a temperatura ao ar livre se aproxima do 0°C. No inverno, a partir de dezembro, pode cair para 20°C negativos. Confortável e permanentemente aquecido nos ambientes internos, o Jungfraujoch recebe de 4.000 a 6.000 visitantes por dia, de todos os cantos do mundo, com número crescente de turistas da Índia (um dos maiores restaurantes se chama Bollywood) e de grupos chineses, coreanos e japoneses. Muitos caminham na neve fofa pela primeira vez na vida.
A partir de Interlaken, dois outros passeios às montanhas levam ao Harder Kulm, com o funicular subindo a 1.323 m de altitude, para um platô com vista para os grandes lagos, e a Schynige Platte, sede de jardim botânico e hotel a 1.967 m de altitude. A linha de trem de Wilderswill para Schynige Platte está em operação há quase 120 anos, desde 1893.
Cris Gutkoski/UOL

Uma experiência tipicamente suíça, simultânea ao prazer de ficar subindo e descendo as encostas dos Alpes, consiste em degustar chocolates e queijos. Em Interlaken, o lugar ideal para conhecer a preparação de trufas, pralinés e barras do legítimo chocolate suíço é a confeitaria Schuh, que também funciona como escola de chocolatiers.
No Chocolate Show, uma apresentação diária, à tarde, descobre-se que os melhores grãos de cacau são trazidos atualmente da Bolívia, Colômbia, Venezuela e Equador. O mestre-confeiteiro Gino Eigenher conta a história da bebida chocolate descoberta na América Latina e levada para a Europa, dos primeiros bombons produzidos por italianos e da família Lindt, pioneira nos chocolates industrializados da Suíça. “O chocolate dá sensação de poder”, ele afirma. Fundada em 1818, a Schuh diversificou o seu atendimento no restaurante, em anos recentes, para atender grandes grupos de turistas asiáticos. O cardápio serve a culinária européia, tailandesa e chinesa. Ao entardecer, na hora do jantar, quem deixa a sala da degustação de chocolates e caminha até a loja se sente envolvido pelo aroma de curry, açafrão e outras especiarias do Oriente.

Gôndolas e queijos em Engelberg
Localizada num bonito vale entre montanhas e lagos glaciais, como o Trübsee, Engelberg tem cerca de 4.000 habitantes e vive do turismo o ano inteiro, com capacidade para acomodar cerca de 6.000 visitantes na alta temporada de esportes de inverno, em hotéis, pousadas e guest-houses. O Monte Titlis, sua principal atração, oferece 82 km de pistas oficiais de esqui e snowboard, além de rotas para tobogãs, escaladas em montanhas, esqui de fundo e até rapel entre as escarpas geladas.
A Estação Glaciar do Titlis, a 3.028 m de altitude, exibe a cadeia de montanhas nevadas num grande terraço, e também pelas janelas panorâmicas de seus cinco restaurantes. Lá dentro, a calefação é permanente, o que não faz derreter os sorvetes suíços Mövenpick, balcão de fila permanente. Quem se aventura ao ar livre pode ver os picos gelados de perto, acomodado no Ice Flyer, um teleférico de cadeira para cinco pessoas (o trajeto dura oito minutos). Com preparo físico, roupas apropriadas e guia, dá para fazer uma caminhada na neve até Gross-Titlis, a 3.229 m de altitude, o pico mais alto de toda a região. No Glacier Park, crianças e adultos curtem o snow-tube (um tipo de pneu que rodopia morro abaixo), as motos de neve, os trenós e outros brinquedos.
Da base de Engelberg até o topo, são 40 minutos de passeio sobre um dos relevos mais impressionantes do coração da Europa. Começa em gôndolas para seis pessoas até Trübsee, sede do Berghotel Trübsee, hotel para esquiadores diante do lago azul de mesmo nome, já a 1.800 m de altitude. Em seguida, entra-se num bondinho para 80 pessoas que segue até Stand, a 2.428 m, de onde parte o Titlis Rotair, o primeiro teleférico do mundo que gira 360° ao longo de cinco minutos, inaugurado em 1992, também com capacidade para 80 pessoas em pé. O trajeto morro acima pode ser feito diariamente das 8h30min às 15h40min, com a última descida do Titlis às 16h30min.
Engelberg também é famosa pelo Monastério Beneditino, construído no século 12 e reformado no século 18, após um incêndio. A visita guiada mostra obras de arte, a capela de estilo barroco, quartos de monges e de hóspedes especiais, como músicos, e o Quarto das Virtudes, que custou ao frei Louis Colomban dez anos de trabalho em 34 painéis de madeira entalhada. Vizinha do monastério está uma pequena fábrica de queijos, recanto especial do vilarejo que merece uma visita sem pressa. Num amplo salão que combina os tanques da fábrica em redoma de vidro, loja e restaurante, dá para acompanhar a preparação do brie, degustar queijos e vinhos leves (ideais para as grandes altitudes) e se demorar na escolha de suvenires típicos. A Schaukäserei Kloster exibe todos os tamanhos e formas de marmotas, ovelhas e vacas de pelúcia. Fonte da matéria prima de queijos e chocolates, a vaca é um dos adoráveis símbolos dos Alpes. Nos campos próximos às linhas de trem ou em museus ao ar livre como o Ballenberg Museum, as vacas, bezerros e seus sinos no pescoço posam ruminando para longos ensaios fotográficos.

Divulgação

As sete rotas panorâmicas de trens
O inverno também convida a conhecer a rota de trem mais procurada da Suíça, segundo Andreas Nef, do Swiss Travel System: a Glacier Express, que em oito horas leva os viajantes de Zermatt à badalada St. Moritz, passando por Davos, sede do Fórum Econômico Mundial. Os vagões têm janelas panorâmicas, com parte do teto envidraçado, o que permite a visão privilegiada das montanhas nevadas. As chamadas rotas panorâmicas, especiais para os turistas, são sete: Glacier Express, Bernina Express, GoldenPass Line, Guilherme Tell Express, Palm Express, Pre-Alpine Express e RegioExpress Lötschberger. Elas percorrem o país de norte (Romanshorn) a sul (Lugano) e de leste (Davos) a oeste (Montreaux), contemplando as múltiplas paisagens e culturas do país.
O bilhete – chamado de Swiss Pass – dá direito a todas as rotas, em qualquer horário, e custa a partir de 168 euros, para quatro dias consecutivos de uso, ou 243 euros, para oito dias, na segunda classe. Grupos de duas pessoas ou mais têm desconto de 15%. Menores de 26 anos também ganham descontos especiais, e crianças e adolescentes de até 16 anos não pagam passagem, se acompanhados de um dos pais com bilhete. Na Suíça, casais e famílias são incentivados a viajar de várias formas: é possível despachar as malas nas estações de trem diretamente para o hotel ou o aeroporto, há vagões com mesas e sofás para jogos ou lanches , vagões para acomodar bicicletas e ainda vagões para uma parte importante da família, os cães de estimação. Que em cidades como Interlaken e Engelberg freqüentam hotéis, museus e restaurantes com pose de quem fez reserva.

Serviços:
MySwitzerland.com – Portal de Turismo da Suíça
Interlaken Tourismus – Serviço de Informações Turísticas
Tel: +41 (0) 33 826 53 06
Engelberg Titlis Tourismus AG Tel: +41 (0) 41 639 77 77
Swiss Travel System – Informações e compra de bilhetes de trem
Fonte: UOL Viagem por Cris Gutkoski

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Paraitinga reúne calor e águas cristalinas para a prática do rafting

Cidade do interior paulista atrai aventureiros em busca cenários paradisíacos
São Luiz do Paraitinga, no topo da Serra do Mar paulista, encanta seus visitantes com cenários maravilhosos. Rodeado por três rios, Paraitinga, Paraibuna e Chapéu, a cidade é excelente ponto de encontro de amantes do rafting e de esportes de aventura. As férias de janeiro são perfeitas para aproveitar o verão em meio a bosques exuberantes.No meio da Mata Atlântica, em um clima revigorante, as águas claras do Paraibuna, na estação do calor, são o local perfeito para o rafting. Os praticantes podem aproveitar os diversos riachos e criar trajetos especiais com maior ou menor grau de dificuldade.
Equipes especializadas oferecem diversos roteiros que mesclam caminhadas e passeios de bicicleta ao rafting. Quem tem espírito aventureiro vai se sentir em casa.
Além da vida ao ar livre, São Luiz oferece diversas opções de acomodações e atividades na cidade. Uma feira de artesanato permanente expõe a riqueza cultural da população local. Arquitetura colonial, esculturas e igrejas tradicionais são mostras da beleza artística em que Paraitinga se encontra.
Além disso, seus inúmeros restaurantes e pousadas, aliados ao clima temperado, tornam a cidade um ótimo lugar para visitantes de qualquer parte do Brasil. Mais informações podem ser obtidas no site www.saoluizdoparaitinga.sp.gov.br

Como Chegar
Para chegar em São Luís do Paraitinga, deve-se chegar em Taubaté (Rodovia Presidente Dutra) ou chegar em Ubatuba (BR 101 - Rio Santos), acesse a Rodovia Dr. Oswaldo Cruz, a cidade está localizada no Km 42,5.
Fonte: EcoViagem

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Cidade de aventureiros, Santana de Parnaíba tem turismo cultural e off-road

'Berço de bandeirantes'. É assim que Santana de Parnaíba, com toda a razão, se proclama. Localizada a 40 quilômetros do centro de São Paulo, a cidade foi, nos séculos 16, 17 e 18, quando ainda era vila, ponto de partida dos sertanistas que se dirigiam ao interior do Brasil em busca de riquezas e escravos. A história todos sabem: eles desbravaram, enriqueceram e escravizaram - e seu ímpeto explorador é até hoje motivo de orgulho para esse município de 100 mil habitantes.
Santana de Parnaíba, talvez por sorte, não experimentou o crescimento desenfreado de São Paulo. Seu lado histórico, portanto, destaca-se como o seu grande cartão de visitas. A cidade se gaba de abrigar 209 edificações tombadas pelo Condephaat - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico. Algumas são da época das bandeiras e outras foram erguidas posteriormente, nos séculos 18, 19 e 20, período durante o qual Santana de Parnaíba experimentou momentos de depressão (a vila foi deixada de fora do sistema ferroviário paulista) e de progresso (com a construção, por exemplo, da usina hidrelétrica da Light, nas águas vizinhas do rio Tietê).
No presente, o município quer prosperar com o turismo, e atendeu em seus museus, em 2008, quase 20 mil visitantes (isso sem contar as centenas de milhares de pessoas atraídas por eventos de época, como o carnaval e a celebração de Corpus Christi). A cidade tem um centro histórico belo e acolhedor, e oferece ótimas opções de entretenimento e gastronomia - além de continuar sendo ponto de partida para explorações mata adentro: aqui, jipeiros se reúnem antes de começar trilhas nas colinas da região e peregrinos se encontram para suas caminhadas rumo ao interior do Estado.

A paisagem local é dominada pela Igreja Matriz, inaugurada no final do século 19. Em seu interior, um altar dourado exibe a imagem de Santa Ana, a avó de Jesus Cristo e padroeira da cidade. A construção chama a atenção por sua torre solitária e por completar a praça 14 de novembro, com seu coreto de ferro importado da Inglaterra. Números musicais e uma feira de artesanatos animam o espaço todos os domingos.
O casario antigo, erguido em sua maioria com taipa de pilão, rodeia a igreja e segue o ondular das ruas do centro histórico. Alguns desses edifícios estão abertos aos turistas. O Museu Casa do Anhanguera, por exemplo, é modelo de residência bandeirista na cidade e, nada mais justo, leva a alcunha de um dos mais famosos pioneiros do país (“Anhanguera”, ou “diabo velho”, foi o apelido dado ao bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva pelos índios). Erigida no começo do século 17, a casa expõe objetos usados no cotidiano de Santana de Parnaíba em tempos idos.
Há também a Casa da Cultura Monsenhor Paulo Florêncio da Silveira Camargo - sobrado construído no século 18 que hospeda a Secretaria de Cultura e Turismo da cidade - e o Cine Teatro Coronel Raymundo, uma belíssima edificação do final do século 19 que dá espaço a atividades culturais.
Mas ações simples, como dormir e comer, também tomam dimensão especial em Santana de Parnaíba. Muitos dos restaurantes do centro da cidade funcionam dentro de imponentes edifícios seculares e, no quesito hospedagem, a pousada 1896 é uma opção imbatível: trata-se de um casarão do século 18, grande e arejado, que, por preços módicos, transporta o viajante a tempos remotos da história de São Paulo.

Samba de bumbo
Cenários históricos, no Brasil, combinam com festas de rua, e em Santana de Parnaíba não poderia ser diferente. A cidade promove um dos carnavais mais tradicionais do Estado, com blocos enlouquecidos e apresentações de músicas folclóricas africanas, como o samba de bumbo.
Eventos como a encenação da paixão de Cristo e a celebração de Corpus Christi (que cobre as ruas do centro histórico com um tapete de serragem colorida de quase um quilômetro) são também atrações famosas e transformam o município em importante destino religioso.
E no segundo sábado de cada mês, um grupo de músicos sai à noite pelas ruas da cidade a entoar serenatas, cercados pelos antigos sobrados da velha Parnaíba.

Lugar de muitas trilhas
Se no passado Santana de Paranaíba foi ponto de largada das expedições dos bandeirantes, hoje o local atrai outro de tipo de exploradores: os jipeiros. Parnaíba, que em tupi significa “lugar de muitas ilhas”, devido ao sinuoso trecho do rio Tietê que a margeia, adquire outro sentido para os donos dos 4x4: o lugar é, para eles, o paraíso das muitas trilhas.
Mensalmente, jipeiros se reúnem ao lado da Igreja Matriz e partem rumo às colinas que circulam o município, onde podem se saciar com terrenos lamacentos e muito mato. De acordo com Edinilson da Silveira, presidente da Associação Amigos Jipeiros de Parnaíba (Aajipar), são seis as trilhas principais da região, cujas extensões variam entre 3 km e 9 km. “Santana de Parnaíba é um dos melhores lugares para se fazer trilha em São Paulo. A topografia da região mistura todos os tipos de terreno, ótimos para trabalhar a suspensão do carro”, afirma ele.
E para aqueles que preferem a boa e velha caminhada, há uma opção desafiadora: Santana de Parnaíba é o ponto de partida da peregrinação “Caminho do Sol”, um percurso de 241 quilômetros que termina em Águas de São Pedro. Sua inspiração são os caminhos a Santiago de Compostela e a empreitada dura nada menos que 11 dias (mas também pode ser feita com bicicleta, em três dias). Mas se a proposta soar muito espiritual, há a alternativa oferecida pelo “Roteiro dos Bandeirantes”, que leva os turistas a oito cidades nas margens do Tietê que fizeram parte da polêmica e significativa história de Anhanguera e companhia.

Como chegar
De carro - Entrar na rodovia Castelo Branco (SP 280), sentido interior, e seguir até a saída 26B, acesso a Barueri (após Alphaville). Seguir pela rodovia Estrada dos Romeiros por 14 km, até chegar a Santana de Parnaíba.
De transporte público - Na estação Barra Funda, tomar o trem (CPTM) sentido Itapevi, e descer na estação Barueri. No terminal rodoviário em frente à estação de trem de Barueri, tomar o ônibus Pirapora, que passa ao lado centro histórico de Santana de Parnaíba.

Centro de Informações Turísticas - (11) 4154-1874 (Fornece informações sobre o Roteiro dos Bandeirantes).
Fonte: UOL Viagem